.... e nós nos preparamos para as secas
... e para a cheias:
desde que nossa interação não seja invasiva, podemos sempre achar soluções sem precisar depredar a natureza. Por mais que pensamos que venceremos, a natureza está em constante mutação e buscará sempre seu equilíbrio.
sábado, 16 de outubro de 2010
Madhyama Pratipad
Os opostos são sempre opostos e dessa natureza, não há como juntá-los. O equilíbrio está no meio e a natureza nos mostra isso. Numa passagem pelo rio Tocantins, caudaloso, imponente, aromas magníficos, nos deparamos com os opostos: as margens! Contudo, as margens do rio não são simplesmente opostas; é puro ponto de vista de nós, caminhantes, que pensamos sempre de onde viemos e para onde vamos, mas não há perguntas como: cheguei? No rio, percebemos que sim, havíamos chegado e que estávamos no meio, sempre no meio, numa ponte que "une" os lados opostos.
Há um "quê" de conforto saber que estamos sempre no meio e há sempre pontes ou o rio para se estar. Toda presença equilibra o momento. O rio é equilibrado, com sua vida marco e microscópica, nestas árvores em lados opostos. Um outro rio equidistante deste, transferirá as árvores para o meio de novo. E, novamente, o ponto de vista do caminhante. O termo em sânscrito do título é traduzido como "Caminho do Meio" (não meio do caminho) e, o rio, nestes segundos que a foto imortalizou traduziu exatamente este momento. A sensação do "cheguei" esteve já. A iteração do rio, das árvores, nos trouxe isso.
Há um "quê" de conforto saber que estamos sempre no meio e há sempre pontes ou o rio para se estar. Toda presença equilibra o momento. O rio é equilibrado, com sua vida marco e microscópica, nestas árvores em lados opostos. Um outro rio equidistante deste, transferirá as árvores para o meio de novo. E, novamente, o ponto de vista do caminhante. O termo em sânscrito do título é traduzido como "Caminho do Meio" (não meio do caminho) e, o rio, nestes segundos que a foto imortalizou traduziu exatamente este momento. A sensação do "cheguei" esteve já. A iteração do rio, das árvores, nos trouxe isso.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Um pôr do sol no cerrado
Onde tiramos esta foto já foi o corredor da miséria do país. Tocantins, um belo estado, quente demais e na mesma intensidade, seco. Do alto de uma duna se pode ver casais de antas, jaguatiricas, pássaros dos mais variados cantos, este rio que corta e este pôr do sol! A imensidão do cerrado se "rende" à este lindo fenômeno. E nós, humanos inseridos neste contexto, a contemplação e, por que não, a inspiração. São destes eventos, dos quais carregaremos em nossa memória, em nossos bons sentimentos, que nossos sentidos se aguçam e podemos experimentar a natureza em sua plenitude. É indescritível!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Manguezais. Um pouco do que se passa há alguns quilômetros dali.
Curiosamente escrevemos no twitter sobre a Teoria do Caos numa prática pouco comum: o uso em espécies améaças de extinção no Brasil. Num desses exemplos, lembramo-nos dos mangues e igarapés que presenciamos no Norte do país.
Há uma diversidade espantosa nesse emaranhado de terra e floresta e água. Tudo em perfeito equilíbrio. Alguma espécie que esteja em forma desordenada, provavelmente, tornaria impossível essa fotografia. Provavelmente estas árvores curvilíenas rumo à água também. E também o trajeto todo não seria o mesmo. E provavelmente este bioma afetaria outro. Basta apenas que coloquemos uma espécie intrusa aqui e tudo se modifica. Tudo fica uma mistura de bioma original com bioma originário da espécie intrusa.
Há, claro, aspectos econômicos nesa fotografia: oscilação de turismo, menos entrada de capital, menos riquezas oriundas de fontes não locais... e uma série de fatores que, desde que o Brasil foi colonizado, promoveu-se mudanças, adaptações e regras comerciais.
Mas, defronte deste cenário, voltemos à diversidade. Consegue vê-la ali?
Há uma diversidade espantosa nesse emaranhado de terra e floresta e água. Tudo em perfeito equilíbrio. Alguma espécie que esteja em forma desordenada, provavelmente, tornaria impossível essa fotografia. Provavelmente estas árvores curvilíenas rumo à água também. E também o trajeto todo não seria o mesmo. E provavelmente este bioma afetaria outro. Basta apenas que coloquemos uma espécie intrusa aqui e tudo se modifica. Tudo fica uma mistura de bioma original com bioma originário da espécie intrusa.
Há, claro, aspectos econômicos nesa fotografia: oscilação de turismo, menos entrada de capital, menos riquezas oriundas de fontes não locais... e uma série de fatores que, desde que o Brasil foi colonizado, promoveu-se mudanças, adaptações e regras comerciais.
Mas, defronte deste cenário, voltemos à diversidade. Consegue vê-la ali?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Em meio a crise política nacional
Em meio a crise política nacional, no qual votamos em personagens e não em ideais pessoais e políticos, há que se registrar o "efeito borboleta" de todo esse cenário. Se hoje percebemos um descaso no voto, forçando (dever) do direito de votar, algo nos diz que esse descaso todo também se traduz no cotidiano cívico que passamos, ao jogar lixo nas ruas, papéis nas calçadas... e reclamamos das folhas que caem no outono! É descaso mesmo. Se temos tanta "força de vontade" para votar em alguém que nem sabe o que um deputado federal faz, e que este político trabalhará por nós, o que dizer então desta "força de vontade" ao jogar o lixo doméstico na outra rua para não deixar o seu lado sujo!! É tirar daqui, deixando faltar, é colocar ali... já pensou o que fazemos com os recursos naturais que sào transferidos de um local e dejetados em outro nada a ver? Pois bem, efeito borboleta. um voto tirado dali fará toda a diferença no futuro. Um plástico jogado alí, no aterro sanitário, fará seu papel também. Nos dois casos semopre para pior!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O mundo sem ninguém
Há um programa na televisão fechada justamente tratando do título acima: "O mundo sem ninguém". Não precisa tanto para se ter essa experiência. Num grande centro da capital do Estado do Pará, há uma prova do que seria o mundo sem ninguém. A foto acima não é uma casca de árvore mas uma parede! Era uma antiga fortaleza, a fim de defender os domínios portugueses no século XVI, de sua soberania. Mas, soberania mesmo, foi da floresta, que invadiu, dominou e criou esta linda paisagem.
Existem outras tantas espalhadas pelo mundo e esta reforça o "Mundo sem ninguém". Há vida neste pedaço de muro e, quem sabe daqui há mais 500 anos, o muro volte a se transformar. E não importa qual tecnologia inventemos pois a natureza sempre mostrará sua imponente magestade, derrubando fortalezas e avançando pelo tempo.
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