Os opostos são sempre opostos e dessa natureza, não há como juntá-los. O equilíbrio está no meio e a natureza nos mostra isso. Numa passagem pelo rio Tocantins, caudaloso, imponente, aromas magníficos, nos deparamos com os opostos: as margens! Contudo, as margens do rio não são simplesmente opostas; é puro ponto de vista de nós, caminhantes, que pensamos sempre de onde viemos e para onde vamos, mas não há perguntas como: cheguei? No rio, percebemos que sim, havíamos chegado e que estávamos no meio, sempre no meio, numa ponte que "une" os lados opostos.
Há um "quê" de conforto saber que estamos sempre no meio e há sempre pontes ou o rio para se estar. Toda presença equilibra o momento. O rio é equilibrado, com sua vida marco e microscópica, nestas árvores em lados opostos. Um outro rio equidistante deste, transferirá as árvores para o meio de novo. E, novamente, o ponto de vista do caminhante. O termo em sânscrito do título é traduzido como "Caminho do Meio" (não meio do caminho) e, o rio, nestes segundos que a foto imortalizou traduziu exatamente este momento. A sensação do "cheguei" esteve já. A iteração do rio, das árvores, nos trouxe isso.
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