quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quem paga a conta?

Se de um lado o Protocolo de Kyoto (1997) tem dta para expirar e em partes ajudou a conscientizar o mundo que era preciso mudar e trouxe a tona a palavra sustentabilidade, do outro, o de Copenhague tornou acordo urgentes para cortes de emissão e carbono e para infraestrutura elétrica.


A principal razão para isso é que acordos mexem com a economia e com a vida das pessoas. E, claro, em inovações e no cerne da criatividade humana. A questão simples é: quem paga essa conta?

Vemos no Brasil, por exemplo, a reforma ambiental, no qual pode-se desmatar em prol ao crescimento e aumento da renda. Realmente quem faz o extrativismo sustentável, hoje pode dizer que "olharam" por eles. O problema é que os grandes desmatadores continuarão grandes desmatadores e, pior, sem inovação e dinamismo. Se o Brasil pensar que cria pouco e essa seria a grande oportunidade em inovar, em reformar processos, certamente a agroindústria pensará nos "custos", nas "despesas". O fato é que inovar é investir e a conta não pode ser passada simplesmente para quem consome ou para o pequeno empreendedor do campo. á que se pensar fora dos interesses puramente econômicos, no lucro "para ontem", nas "metas para ontem".

Há sim que se pensar no amanhã, nas metas a longo prazo, nos percalços e sucessos das inovações, no arriscar. Mas nunca, nunca mesmo, em quem vai pagar essa conta, pois a natureza mostra, dia após dia, que seremos nós mesmos os prejudicados.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Após vários meses de silêncio, a retomada!

Muitas águas se passaram. Muita experiência foi convertida em ações desde a última postagem. É claro que a transformação do tempo e ações torna-o pequeno. O acaso fica sempre com menos possibilidades de existir.

Diante desse tempo todo, notei que escrever foi tomado de minhas mãos e tornei-me mudo. Mas não há o que não escrever. Dias desses, enquanto levava um gato branco que me adotou, de olhos bem azuis, meigo e cujo nome ficou "Oliver" deparei-me com uma barbárie dizendo que fazendas chinesas destroçavam cães vivos, tirando-lhe a pele e jogando-os como bifes podres aos montes.

Embrulhou-me o estômago... nem pensei o quanto isso não me atormentaria dias depois ao saber de tamanha atrocidade que nós, seres pensantes, temos em nosso futuro. Compartilho com bastante dor um link http://www.biodefesa.org.br/denuncia_fazendas_chinesas.htm

Nossa experiências devem ser convertidas em ações, mas num acentuado "ganha-ganha" lembrando-se sempre que a vida, qualquer que seja ela, é a nossa única parceira.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O que nos leva a crer que tudo é possível

mesmo quando pensamos em não existir sequer um ser humano, ao longo do Amazonas nos deparamos com uma casa.


Nesta longinqua casa ribeirnha tinha "quase tudo": um bom café "passado" (como dizem), uma tapioca maravilhosa, os aromas de seivas, peixes e coisas da natureza e muita paz! De que se preocupar? Apenas do inesperado, ou seja, o que a natureza achar por bem fazer para essa família. Contudo, o patriarca já mata a charada: "num si preocupe. fio! nóis intendi a froresta e ela nos intendi. Tudo dá sempre certo". Mesmo que o português não esteja "falado" de forma correta, vale os brilho dos olhos deste patriarca, de poucos dentes, feliz por tomarmos um café bem "passado" com eles! Ir embora? "mas nem, fio!". E sorri!

Há o que se orgulhar quando ouvimos boas novas!

Em plenas dunas tupiniquins, há o que se orgulhar quando ouvimos boas novas! Às vezes pensamos ser únicos, ser a exceção da massa que pensa, vive e ouve coisas fúteis! Não há o que se espantar! somos bombardeados pelo pouco de cultura que resta nas grandes mídias, tramam valores diferentes, simplemente consumista e egocentrista, puro prazer!

Os valores se vão tal qual as areias no vento. Impressiona como o efeito manada turva nossa visão e nos tornamos "os de fora".

Mas, vejam. Encontramos um singelo caminhante com sua carruagem e sua "espada"; transforma a dúvida numa sublime certeza de que há pessoas que ainda vivem nos valores e não nas futilidades. Confortante saber isso e ter certeza que a arte, o saber fazer, não será tragado pelas areias!


Meu longinquo amigo. Continue "tocando" por essas bandas a música de valores e sabedorias que transpassam a comunicação em massa e vibram com o vento, eternizando o clamor da verdade!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A busca nas areias do conhecimento escondido

Em locais que ora se mostram inóspitos neste biodiverso Taerra Brasilis, nos deparamos com uma paisagem estupidamente vislumbrante. Olhar ao redor e em todos os lados nos deparamos com a mesma paisagem. Elementos simples como areia, vento, vento areia e... cajus! E o céu nos lembra quão imenso universo nos observa por todos os lados em olhos azuis e de mesma proporcionalidade olhos castanhos minúsculos e claros nos despem.

A mágica paira com o vento, traz consigo areias; areias grudam em nossa pele, em nosso cabelo, e logo partem para se misturarem com outras... troca de energia, certamente.


Nesta composição inóspita, encontramo-nos com um "eu" que deixa pegadas e interage com o meio ambiente, mesmo quando parado. Não se percebe nada mais calado senão sua sobra que, com o calor do sol ardente no corpo, sequer transpassa estas areias pelas quais ele passa.

Pegamos um punhado destas areias pelas mãos e as jogamos para que o vento as levassem. E poucas realmente foram levadas e o punhado preferiu ficar onde estava. Pois bem, não era a hora nem o momento pois não podem ser manipuladas por nós tal qual imaginávamos.

sábado, 16 de outubro de 2010

A natureza em constante mutação....

.... e nós nos preparamos para as secas
... e para a cheias:
desde que nossa interação não seja invasiva, podemos sempre achar soluções sem precisar depredar a natureza. Por mais que pensamos que venceremos, a natureza está em constante mutação e buscará sempre seu equilíbrio.

Madhyama Pratipad

Os opostos são sempre opostos e dessa natureza, não há como juntá-los. O equilíbrio está no meio e a natureza nos mostra isso. Numa passagem pelo rio Tocantins, caudaloso, imponente, aromas magníficos, nos deparamos com os opostos: as margens! Contudo, as margens do rio não são simplesmente opostas; é puro ponto de vista de nós, caminhantes, que pensamos sempre de onde viemos e para onde vamos, mas não há perguntas como: cheguei? No rio, percebemos que sim, havíamos chegado e que estávamos no meio, sempre no meio, numa ponte que "une" os lados opostos.


Há um "quê" de conforto saber que estamos sempre no meio e há sempre pontes ou o rio para se estar. Toda presença equilibra o momento. O rio é equilibrado, com sua vida marco e microscópica, nestas árvores em lados opostos. Um outro rio equidistante deste, transferirá as árvores para o meio de novo. E, novamente, o ponto de vista do caminhante. O termo em sânscrito do título é traduzido como "Caminho do Meio" (não meio do caminho) e, o rio, nestes segundos que a foto imortalizou traduziu exatamente este momento. A sensação do "cheguei" esteve já. A iteração do rio, das árvores, nos trouxe isso.